As Revistas de Video Game dos Anos 90 – Ação Games, VideoGame e Super GamePower
Antes de procurar uma dica em segundos no celular, muita gente encontrava a resposta em outro lugar: nas bancas de jornal. As revistas de videogame dos anos 90 eram uma janela para jogos que ainda nem tinham chegado às nossas mãos. A capa chamava, a gente folheava com pressa e começava a imaginar como seria jogar aquela novidade.
É essa lembrança que resgatamos no vídeo novo do Games Hits. Aproveitei para voltar também a três nomes que marcaram a conversa sobre games no Brasil: Ação Games, VideoGame e SuperGamePower.
Quando uma revista podia salvar sua partida
Hoje um guia completo está a uma busca de distância. Naquela época, uma dica impressa tinha outro peso. Você anotava um código, conferia um mapa, estudava o detonado e tentava repetir tudo quando voltasse ao controle. Às vezes era a única pista disponível para atravessar uma fase que parecia impossível.
Mas a graça não estava só na solução. Havia as fotos de jogos inéditos, as notícias sobre consoles, as avaliações e as cartas dos leitores. Mesmo sem jogar tudo o que aparecia nas páginas, era possível acompanhar aquele universo e fazer parte da conversa na escola, na locadora ou com os amigos.
Ação Games, VideoGame e SuperGamePower
A Ação Games foi uma das revistas que ajudaram a popularizar a cobertura de videogames nas bancas brasileiras no começo dos anos 90. Entre novidades, análises e dicas, suas páginas tinham aquela mistura de informação e entusiasmo que fazia cada lançamento parecer um acontecimento.
A VideoGame também acompanhou essa fase em que descobrir um jogo dependia muito do que chegava impresso. Para quem guardou alguma edição, a memória pode estar numa capa específica, num detonado que finalmente funcionou ou simplesmente na expectativa de encontrar o próximo número.
Já a SuperGamePower nasceu da união de duas revistas da mesma editora: Super Game, voltada aos consoles da Sega, e Game Power, associada aos jogos da Nintendo. O encontro dessas linhas numa publicação só diz muito sobre a época. A disputa entre plataformas era assunto constante, mas a vontade de conhecer mais jogos falava mais alto.
O que ficou depois que as bancas mudaram?
A internet mudou a velocidade das notícias e o jeito de consultar guias. Ainda assim, existe algo difícil de reproduzir na experiência de abrir uma revista: a descoberta sem algoritmo, o tempo gasto olhando cada imagem e a sensação de que aquela edição era uma pequena coleção de possibilidades.
Também vale olhar para essas páginas com carinho e senso crítico. Informações impressas podiam envelhecer, uma análise podia não bater com o nosso gosto e aquele jogo que parecia incrível nas fotos às vezes era bem diferente no controle. Isso faz parte da memória: não era uma época perfeita, mas foi uma forma muito particular de viver os games.
Assista ao vídeo do Games Hits
Dá o play e conta nos comentários: qual revista você comprava ou pegava emprestada? Tem alguma edição que você ainda guarda?
Fontes para a história das revistas: pesquisa no repositório da Unesp e pesquisa no repositório da PUC-SP.
Conteúdo produzido com apoio do Xig, a inteligência gamer do XGG, e revisado por Leonardo França.







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