Ocarina of Time Remake: minhas expectativas como alguém que só jogou BOTW e TOTK
O remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time ainda nem chegou às lojas, mas já mostrou a força de seu nome. A pré-venda da edição física para Nintendo Switch 2 esgotou no Brasil em aproximadamente dez minutos, segundo o Tecnoblog. A primeira tiragem custa R$ 439 e traz uma embalagem especial com acabamento metalizado e textura em relevo. Já a versão digital continua disponível na eShop brasileira por R$ 329,90.
O jogo será lançado mundialmente em 5 de novembro de 2026 e será exclusivo do Switch 2. Para muita gente, será a oportunidade de reencontrar um dos maiores clássicos da Nintendo. Para mim, porém, a experiência será diferente: apesar de gostar muito de Zelda, eu nunca joguei Ocarina of Time.
Minha história com Zelda começou em Breath of the Wild
Meu primeiro Zelda completo foi Breath of the Wild, jogado no primeiro Nintendo Switch entre 2019 e 2020. Foi por meio dele que conheci Hyrule, Link, Zelda, a Master Sword e a liberdade de olhar para uma montanha distante e simplesmente decidir ir até lá.
Depois veio Tears of the Kingdom, que joguei no lançamento e acabou se tornando o meu favorito. A possibilidade de construir veículos e criar soluções absurdas combinou muito com meu estilo. Mais tarde, voltei a Breath of the Wild na versão aprimorada do Switch 2, dessa vez no Modo Mestre.
No vídeo abaixo, conto como foi minha jornada pelos dois jogos e por que Tears of the Kingdom acabou se tornando o meu favorito:
Isso significa que minha visão da franquia foi formada pelos jogos mais abertos e modernos da série. Agora, o remake de Ocarina of Time será meu primeiro contato real com uma aventura de Zelda mais tradicional.
O que já foi confirmado no remake?
A Nintendo reconstruiu os gráficos para o novo hardware e modernizou a movimentação e os controles de câmera. Também foram anunciados diálogos ampliados, cenas dubladas e localização em português do Brasil. O jogo terá suporte aos modos TV, mesa e portátil e ocupará aproximadamente 27 GB.
Outro recurso é o Zelda Notes, integrado ao aplicativo Nintendo Switch App. A ferramenta poderá acompanhar o progresso da aventura e auxiliar o jogador a encontrar determinados locais a partir de imagens. Para alguém que está chegando agora, esse tipo de ajuda pode tornar a experiência mais acessível sem necessariamente entregar todas as respostas.
A Nintendo também apresentou uma demonstração oficial conduzida por Eiji Aonuma, mostrando como o clássico foi adaptado ao Switch 2:
Minha maior expectativa: entender por que ele é tão importante
Ocarina of Time foi lançado originalmente em 1998 para Nintendo 64 e é frequentemente lembrado como um dos jogos mais influentes da história. Ele ajudou a estabelecer soluções para aventuras tridimensionais que continuaram aparecendo em jogos lançados muitos anos depois.
Como não tenho a nostalgia de quem viveu esse momento, minha curiosidade é descobrir se a força do jogo continua funcionando para alguém que conheceu Zelda por BOTW e TOTK. Quero entender o impacto das dungeons tradicionais, dos itens usados para resolver quebra-cabeças e da progressão mais direcionada.
Também estou curioso para conhecer a relação entre Link criança e adulto, o uso da viagem no tempo e personagens que os fãs mencionam há décadas. Para mim, todos esses elementos ainda são novidades.
Será estranho sair da liberdade dos jogos modernos?
Esse talvez seja o meu principal receio. Depois de dois jogos nos quais quase qualquer montanha pode ser escalada e cada problema aceita várias soluções, uma estrutura mais definida pode parecer limitada no começo.
Por outro lado, essa limitação pode ser justamente uma qualidade. Dungeons mais elaboradas, itens com funções específicas e uma narrativa conduzida de maneira mais próxima podem oferecer algo que os jogos modernos deixaram um pouco de lado.
O desafio do remake será modernizar controles, câmera e apresentação sem apagar a identidade do original. Não quero que ele simplesmente transforme Ocarina of Time em outro Breath of the Wild. Quero descobrir o que fez aquele jogo se tornar tão especial.
Uma estreia aguardada por veteranos e novatos
O fato de a edição física ter desaparecido tão rapidamente mostra que existe uma enorme expectativa. Parte do público quer reviver uma aventura importante; outra parte, na qual me incluo, terá finalmente uma oportunidade confortável e atualizada de conhecê-la.
Agora quero ouvir os veteranos: sem revelar grandes surpresas, o que alguém que só jogou Breath of the Wild e Tears of the Kingdom precisa saber antes de começar Ocarina of Time?
Enquanto o lançamento não chega, você já pode adicionar The Legend of Zelda: Ocarina of Time à sua biblioteca no XGG, acompanhar o jogo e registrar sua expectativa para essa nova versão.
Quem procura a edição física também pode conferir a disponibilidade e as ofertas de Ocarina of Time na Amazon:
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Fontes consultadas
- Tecnoblog — pré-venda, preços, lançamento e recursos confirmados
- Nintendo — demonstração oficial com Eiji Aonuma
- The Verge — anúncio, lançamento e novidades do remake
Conteúdo produzido com apoio do Xig, a inteligência gamer do XGG, e revisado por Leonardo França.







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